terça-feira, 3 de março de 2009

Comércio eletrônico

Comércio eletrônico ou e-commerce, ou ainda comércio virtual, é um tipo de transação comercial feita especialmente através de um equipamento eletrônico, como, por exemplo, um computador.

Conceitua-se como o uso da comunicação eletrônica e digital, aplicada aos negócios, criando, alterando ou redefinindo valores entre organizações (B2B) ou entre estas e indivíduos (B2C), ou entre indivíduos (C2C), permeando a aquisição de bens, produtos ou serviços, terminando com a liquidação financeira por intermédio de meios de pagamento eletrônicos.

O ato de vender ou comprar pela internet é em si um bom exemplo de comércio eletrônico. O mercado mundial está absorvendo o comércio eletrônico em grande escala. Muitos ramos da economia agora estão ligadas ao comércio eletrônico.

Seus fundamentos estão baseados em segurança, criptografia, moedas e pagamentos eletrônicos. Ele ainda envolve pesquisa,desenvolvimento, marketing, propaganda, negociação, vendas e suporte.

Através de conexões eletrônicas com clientes, fornecedores e distribuidores, o comércio eletrônico incrementa eficientemente as comunicações de negócio, para expandir a participação no mercado, e manter a viabilidade de longo prazo no ambiente de negócio.

No início, a comercialização on-line era e ainda é, realizada com produtos como CD's, livros e demais produtos palpáveis e de características tangíveis. Contudo, com o avanço da tecnologia, surge uma nova tendência para a comercialização on-line. Começa a ser viabilizado a venda de serviços pela web, como é o caso dos pacotes turísticos, por exemplo. Muitas operadoras de turismo estão se preparando para abordar seus clientes dessa nova maneira.


Histórico

O significado de comércio eletrônico vem mudando ao longo dos últimos 30 anos. Originalmente, CE significava a facilitação de transações comerciais eletrônicas, usando tecnologias como Eletronic Data Interchange (EDI) e Eletronic Funds Transfer (EFT). Ambas foram introduzidas no final dos anos 70, permitindo que empresas mandassem documentos comercias como ordem de compras e contas eletronicamente. O crescimento e a aceitação de cartões de créditos, caixas eletrônicos, serviços de atendimento ao cliente (SAC) no final dos anos 80 também eram formas de CE. Apesar de a internet ter se popularizado mundialmente em 94, somente após cinco anos os protocolos de segurança e a tecnologia DSL foram introduzidos, permitindo uma conexão contínua com a Internet. No final de 2000, várias empresas americanas e européias ofereceram seus serviços através da World Wide Web. Desde então, as pessoas começaram a associar à expressão ‘comércio eletrônico’ com a habilidade de adquirir facilidades através da Internetprotocolos de segurança e serviços de pagamento eletrônico. usando

Modelo Integrado do Comércio eletrônico

O Modelo Integrado de Comércio Eletrônico possui várias subdivisões do ambiente do CE e da sua integração com o ambiente empresarial. Este modelo enfatiza seus aspectos, valor, benefícios estratégicos e contribuições para o sucesso das organizações:

  • Políticas e regras públicas: Estão relacionadas com os aspectos legais de regulamentação dos setores e mercados e das normas oficiais;
  • Políticas e padrões técnicos: Estão relacionados com os aspectos de padronização para a compatibilização dos componentes do ambiente técnico, políticas de tratamento e comunicação de informações;
  • Infovia Pública: É a rede formada tanto pela rede mundial Internet como pelos serviços on-line que tenham ligações com esta, sendo que a ênfase é no acesso livre e de baixo custo, e na integração entre os vários ambientes sem nenhuma restrição, incluindo desde os terminais mais simples de acesso até meios de comunicação mais sofisticados para grandes volumes de informações.
  • Aplicações e Serviços Genéricos: são aqueles oferecidos pelo ambiente, através dos seus provedores, serviços on-line e fornecedores, disponíveis a todos, tais como correio eletrônico, transferência de arquivos, salas virtuais, algoritmos e softwares de criptografia;
  • Aplicações de Comércio Eletrônico: São aquelas desenvolvidas com base nas camadas anteriores e que atendam as necessidades de uma organização ou grupo delas, tais como home banking.

Desempenho anual no Brasil

E-commerce - Comércio varejista virtual[1]:
2001 = faturamento de R$ 0,54 bilhão
2002 = faturamento de R$ 0,85 bilhão (+ 55% ref. 2001)
2003 = fatueamento de R$ 1,18 bilhão (+ 39% ref. 2002)
2004 = faturamento de R$ 1,75 bilhão (+ 48% ref. 2003)
2005 = faturamento de R$ 2,50 bilhões (+ 43% ref. 2004)
2006 = faturamento de R$ 4,40 bilhões (+ 76% ref. 2005)
2007 = faturamento de R$ 6,40 bilhões (+ 45% ref. 2006)

Segurança no Site de e-Commerce

Um dos fatores primordiais para o acontecimento e desenvolvimento do comércio eletrônico é a segurança, tanto das informações dos consumidores quanto das transações dos comerciantes. A segurança também é um fator decisivo na aquisição e retenção de possíveis clientes dos vários sites on-line.

De acordo com Limeira (2007), a segurança na transmissão de dados é um dos empecilhos para a concretização de compras na rede pelo internauta e na divulgação de seus dados pessoais, como RG, CPF e número do cartão de crédito. Para Franco (2005), para a realização de negócios na Internet, comerciantes e clientes necessitam de um procedimento automático de coletar dados com segurança e processar pagamentos de cartões de débito ou crédito. Assim sendo, uma das técnicas mais utilizadas no mundo inteiro é a criptografia.

Segundo Reedy, Schullo e Zimmerman (2001), a criptografia é tão antiga quanto o anseio da humanidade em ter privacidade nas comunicações. E de acordo com os autores, para que o comércio eletrônico prossiga, é necessário empregar um método que faça com que ambas as partes troquem mensagens, de tal maneira que compartilhem uma “chave secreta”, conhecida por somente as partes envolvidas. A criptografia é fundamentada em algarismos matemáticos que “quebram” as informações em configurações não legíveis, e quando chega a seu destino, o mesmo algoritmo é utilizado para restabelecer as informações “quebradas” em sua forma original.

Conforme Franco (2005), os sistemas de criptografia fornecem um elevado nível de confiança, integridade e autenticidade à informação que está circulando pela Internet. Através da criptografia, apesar das informações trafegarem em via pública, existe privacidade às mensagens e aos dados armazenados, à medida que são incompreensíveis para quem não tem acesso à chave criptográfica. Assim sendo, a criptografia é amplamente utilizada por alguns sistemas de segurança, como o protocolo Secure Electronic Transaction (SET), este protocolo foi criado pela empresa de cartão de crédito Visa, objetivando oferecer maior segurança nas transações eletrônicas, especialmente em pagamentos com cartão de crédito. (LIMEIRA, 2007)

O protocolo SET fundamenta-se na distribuição de certificados digitais para as partes envolvidas, evitando assim, a divulgação de número de cartão de crédito, por exemplo. Através do SET, todas as partes envolvidas da negociação são autenticadas, isto é, reconhecidas e averiguadas antes da finalização da transação. (LIMEIRA, 2007)

Outro protocolo usado é o Secure Socket Layer (SSL), desenvolvido pela Netscape para resolver os problemas de segurança nas transações com cartão de crédito. Esse protocolo garante a privacidade da transação, pois as informações transmitidas são encriptadas, e somente o usuário e o servidor da empresa envolvidos no processo podem decodificar seu conteúdo. (LIMEIRA, 2007)

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